Terça-Feira, 21 de Maio

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Editorial

Leonardo Boff -Para onde irão os indignados e os “occupiers”?

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Uma das mesas de debates importante no Forum Social Temático em Porto Alegre, da qual me coube  participar, foi escutar os testemunhos vivos dos Indignados da Espanha, de Londres, do Egito e dos USA. O que me deixou muito impressionado foi a seriedade dos discursos, longe do viés anárquico dos anos 60 do século passado com suas muitas “parolle”. O tema central era “democracia já”. Revindicava-se uma outra democracia, bem diferente desta a que estamos acostumados, que é mais farsa do que realidade. Querem uma democracia que se constrói a partir da rua e das praças, o lugar do poder originário. Uma democracia que vem de baixo, articulada organicamente com o povo, transparente em seus procedimentos e não mais corroída pela corrupção. Esta democracia, de saida, se caracteriza por vincular justiça social com justiça ecológica.

Curiosamente, os indignados, os “occupiers” e os da Primavera Árabe não se remeteram ao clássico discurso das esquerdas, nem sequer aos sonhos das várias edições do Forum Social Mundial. Encontramo-nos num outro tempo e surgiu uma nova sensibilidade. Postula-se outro modo de ser cidadão, incluindo poderosamente as mulheres antes feitas invisíveis, cidadãos com direitos, com participação, com relações horizontais e transversais facilitadas pelas redes sociais, pelo celular, pelo twitter e pelos facebooks. Temos a ver com uma verdadeira revolução. Antes as relações se organizavam de forma vertical, de cima para baixo. Agora é de forma horizontal, para os lados, na imediatez da comunicação à velocidade da luz. Este modo representa o tempo novo que estamos vivendo, da informação, da descoberta do valor da subjetividade, não aquela da modernidade, encapsulada em si mesma, mas da subjetividade relacional, da emergência de uma consciência de espécie que se descobre dentro da mesma e única Casa Comum, Casa, em chamas ou ruindo pela excessiva pilhagem praticada pelo nosso sistema de produção e consumo.

Essa sensibilidade não tolera mais os métodos do sistema de superar a crise econômica e derivadas, sanando os bancos com o dinheiro dos cidadãos, impondo severa austeridade fiscal, a desmontagem da seguridade social, o achatamento dos salários, o corte dos  investimentos no pressuposto ilusório de que desta forma se reconquista a confiança dos mercados e se reanima a economia. Tal concepção é feita dogma e ai se ouve o estúpido bordão:“TINA: there is no alternative”, não há alternativa. Os sacrílegos sumos sacerdotes da trindade nada santa do FMI, da União Européia e do Banco Central Europeu deram um golpe financeiro na Grécia e na Itália e puseram lá seus acólitos como gestores da crise, sem passar pelo rito democrático. Tudo é visto e decidido pela ótica exclusiva do econômico, rebaixando o social e o sofrimento coletivo desnecessário, o desespero das famílias e a indignação dos jovens por não conseguirem trabalho. Tudo pode desembocar numa crise com consequências dramáticas.

Paul Krugmann, prêmio Nobel de economia, passou uns dias na Islândia para estudar a forma como esse pequeno pais ártico saiu de sua crise avassaladora. Seguiram o caminho correto que outros deveriam também ter seguido: deixaram os bancos quebrar, puseram na cadeia os banqueiros e especuladores que praticaram falcatruas, reescreveram a constituição, garantiram a seguridade social para evitar uma derrocada generalizada e conseguiram criar empregos. Consequência: o pais saiu do atoleiro e é um dos que mais cresce nos paises nórticos. O caminho islandês foi silenciado pela midia mundial de temor de que servisse de exemplo para os demais países. E a assim a carruagem, com medidas equivocadas mas coerentes com o sistema, corre célere rumo a um precipício.

Contra esse curso previsível se opõem os indignados. Querem um outro mundo mais amigo da vida e respeitoso da natureza. Talvez a Islândia servirá de inspiração. Para onde irão? Quem sabe? Seguramente não na direção dos modelos do passado, já exauridos. Irão na direção daquilo que falava Paulo Freire “do inédito viável” que nascerá desse novo imaginário. Ele se expressa, sem violência, dentro de um espírito democrático-participativo, com muito diálogo e trocas enriquecedoras. De todas as formas o  mundo nunca será como antes, muito menos como os capitalistas gostariam que ficasse.

Medidas urgentes têm de ser tomadas

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A morte da cantora britânica Amy Winehouse expôs, no fim de semana, como podem ser devastadores os efeitos das drogas no organismo. O trágico fim da artista, embora ainda não tenha confirmação de que está relacionado ao consumo de entorpecentes, ajuda a provar que seus malefícios não fazem distinção. Atingem homens e mulheres, crianças, jovens e adultos. Mais que isso, desmantelam famílias e fazem disparar as estatísticas de crimes. Tudo para sustentar o vício que espalha sequelas em toda a sociedade.
No caso do Brasil, esse problema agora tem um nome claro: crack. E o crescimento no número de dependentes no país assusta. Atualmente a estimativa é de que 1% da população brasileira usa a droga. Mas talvez o grande problema agora para os países seja o surgimento de novas drogas. É o caso da merla e do óxy, que já foram identificados por ações policiais realizadas no Brasil. E isso não tem ocorrido apenas em território nacional. Nos Estados Unidos, o temor da sociedade tem novo e singelo nome: sais de banho.
Segundo autoridades americanas, é uma das mais devastadoras drogas já disseminadas no país. Ela se popularizou há um ano, alarmando médicos pelos seus efeitos psicóticos e paranóicos. Trata-se de uma mistura de substâncias que ocasiona no organismo humano os piores efeitos da cocaína, do LSD e do ecstasy juntos. A droga é fabricada a partir de substâncias importadas de países como a China e a Índia. A repercussão é tanta que a agência antidrogas americana baniu temporariamente cinco substâncias usadas na fabricação de maconha sintética enquanto não há uma lei definitiva.
No Brasil, esse novo entorpecente é conhecido como "miau-miau" e tem sido utilizado em clubes noturnos. Mas a polícia não pode apreender a substância, porque a droga não consta como proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O pior: comprar é muito fácil. Basta uma busca na internet que surgirão várias ofertas.
Diante desse cenário preocupante e das evidências do avanço do crack e de novas drogas no Brasil, o governo federal precisa, urgentemente, adotar medidas capazes de frear essa disseminação indesejada. Conscientizar a população é importante, mas mais urgente é ter agilidade na capacidade de identificar e barrar o consumo de substâncias ainda pouco conhecidas.
A morte da cantora britânica Amy Winehouse expôs, no fim de semana, como podem ser devastadores os efeitos das drogas no organismo. O trágico fim da artista, embora ainda não tenha confirmação de que está relacionado ao consumo de entorpecentes, ajuda a provar que seus malefícios não fazem distinção. Atingem homens e mulheres, crianças, jovens e adultos. Mais que isso, desmantelam famílias e fazem disparar as estatísticas de crimes. Tudo para sustentar o vício que espalha sequelas em toda a sociedade.
No caso do Brasil, esse problema agora tem um nome claro: crack. E o crescimento no número de dependentes no país assusta. Atualmente a estimativa é de que 1% da população brasileira usa a droga. Mas talvez o grande problema agora para os países seja o surgimento de novas drogas. É o caso da merla e do óxy, que já foram identificados por ações policiais realizadas no Brasil. E isso não tem ocorrido apenas em território nacional. Nos Estados Unidos, o temor da sociedade tem novo e singelo nome: sais de banho. 
Segundo autoridades americanas, é uma das mais devastadoras drogas já disseminadas no país. Ela se popularizou há um ano, alarmando médicos pelos seus efeitos psicóticos e paranóicos. Trata-se de uma mistura de substâncias que ocasiona no organismo humano os piores efeitos da cocaína, do LSD e do ecstasy juntos. A droga é fabricada a partir de substâncias importadas de países como a China e a Índia. A repercussão é tanta que a agência antidrogas americana baniu temporariamente cinco substâncias usadas na fabricação de maconha sintética enquanto não há uma lei definitiva. 
No Brasil, esse novo entorpecente é conhecido como "miau-miau" e tem sido utilizado em clubes noturnos. Mas a polícia não pode apreender a substância, porque a droga não consta como proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O pior: comprar é muito fácil. Basta uma busca na internet que surgirão várias ofertas.
Diante desse cenário preocupante e das evidências do avanço do crack e de novas drogas no Brasil, o governo federal precisa, urgentemente, adotar medidas capazes de frear essa disseminação indesejada. Conscientizar a população é importante, mas mais urgente é ter agilidade na capacidade de identificar e barrar o consumo de substâncias ainda pouco conhecidas.

No bom caminho

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O setor público brasileiro não corre mais risco de insolvência e não há quem coloque em dúvida a sustentabilidade das contas públicas no curto, médio ou longo prazo. A trajetória da dívida líquida voltou a ser cadente e é possível que ela fique perto de 30% do Produto Interno Bruto ao fim do mandato da presidente Dilma. Há questões não resolvidas, como as regras do sistema previdenciário, que precisam ser aperfeiçoadas para que não se tornem um problema fiscal no futuro; ou o sistema tributário, que penaliza a produção e o investimento.
A questão é que a política fiscal brasileira não pode mais ser analisada sob a ótica de um setor público em crise financeira. No início da década passada, a obtenção do superávit primário estabelecido como meta era indispensável para demonstrar a capacidade do governo de honrar os seus compromissos, o que permitia acalmar os investidores e os mercados, com a consequente redução do custo dos financiamentos ao Brasil. Felizmente, esse não é mais o caso presente. Depois de uma década de ajuste fiscal, que coincidiu com a acumulação de uma grande reserva em divisas internacionais, não há mais risco de default.
A política fiscal brasileira pode, agora, ser analisada e implementada pelo governo tendo em vista os seus efeitos sobre a demanda agregada, como ocorre em qualquer país com estabilidade macroeconômica. E, desta forma, ela precisa estar articulada com a política monetária executada pelo Banco Central. Desse ponto de vista, pode-se dizer que o Brasil deixou a sala de emergência e voltou a viver a normalidade de uma economia de mercado com instituições democráticas.
Ao mesmo tempo, o quadro externo inspira muito cuidado, embora o último pacote de ajuda à Grécia, anunciado na semana passada pelos líderes europeus, tenha reduzido as tensões e dado fundadas esperanças de que os problemas daquele e de outros países europeus possam ser equacionados de forma organizada.
Em um cenário complexo como o atual, cabe ao governo brasileiro agir com prudência. Nesse sentido, o melhor caminho a trilhar é coordenar ainda mais a políticas fiscal e monetária e, desta forma, evitar uma maior carga dos juros. Há espaço fiscal para isso, sem maior sacrifício, pois a arrecadação federal bateu recorde no primeiro semestre, com um crescimento real de 12,7% sobre igual período do ano passado.
O setor público brasileiro não corre mais risco de insolvência e não há quem coloque em dúvida a sustentabilidade das contas públicas no curto, médio ou longo prazo. A trajetória da dívida líquida voltou a ser cadente e é possível que ela fique perto de 30% do Produto Interno Bruto ao fim do mandato da presidente Dilma. Há questões não resolvidas, como as regras do sistema previdenciário, que precisam ser aperfeiçoadas para que não se tornem um problema fiscal no futuro; ou o sistema tributário, que penaliza a produção e o investimento.
A questão é que a política fiscal brasileira não pode mais ser analisada sob a ótica de um setor público em crise financeira. No início da década passada, a obtenção do superávit primário estabelecido como meta era indispensável para demonstrar a capacidade do governo de honrar os seus compromissos, o que permitia acalmar os investidores e os mercados, com a consequente redução do custo dos financiamentos ao Brasil. Felizmente, esse não é mais o caso presente. Depois de uma década de ajuste fiscal, que coincidiu com a acumulação de uma grande reserva em divisas internacionais, não há mais risco de default.
A política fiscal brasileira pode, agora, ser analisada e implementada pelo governo tendo em vista os seus efeitos sobre a demanda agregada, como ocorre em qualquer país com estabilidade macroeconômica. E, desta forma, ela precisa estar articulada com a política monetária executada pelo Banco Central. Desse ponto de vista, pode-se dizer que o Brasil deixou a sala de emergência e voltou a viver a normalidade de uma economia de mercado com instituições democráticas.
Ao mesmo tempo, o quadro externo inspira muito cuidado, embora o último pacote de ajuda à Grécia, anunciado na semana passada pelos líderes europeus, tenha reduzido as tensões e dado fundadas esperanças de que os problemas daquele e de outros países europeus possam ser equacionados de forma organizada.
Em um cenário complexo como o atual, cabe ao governo brasileiro agir com prudência. Nesse sentido, o melhor caminho a trilhar é coordenar ainda mais a políticas fiscal e monetária e, desta forma, evitar uma maior carga dos juros. Há espaço fiscal para isso, sem maior sacrifício, pois a arrecadação federal bateu recorde no primeiro semestre, com um crescimento real de 12,7% sobre igual período do ano passado.

Uma referência ética

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Todos os adjetivos que, pela repetição, procuravam desqualificar o ex-presidente Itamar Franco contam ainda mais a seu favor, quando o mineiro passa a fazer parte da memória política brasileira. O Itamar irascível, teimoso e briguento era exatamente assim pela defesa intransigente que fazia da coerência como homem público. Seus defeitos aparentes eram, na verdade, as virtudes de uma personalidade forte, posta à prova num dos momentos mais difíceis para o país, quando o então vice assumiu a tarefa de completar o mandato de um presidente derrubado pelo Congresso. Em meio a uma crise política e com a renda da população corroída pela inflação crônica, Itamar teve a coragem de encampar um plano proposto por sua equipe econômica, apesar da descrença generalizada, pelas frustrações anteriores, com manobras mágicas capazes de controlar preços e propiciar a retomada do crescimento.
O Brasil que Itamar deixou para o sucessor, o seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, iniciava ali um processo de retomada da confiança interna e da imagem no exterior, atraindo as atenções de instituições e de investidores internacionais. Foi Itamar quem, há 17 anos, inaugurou as bases da estabilidade e reconstruiu a reputação brasileira, abalada pela sucessão de fracassos de planos heterodoxos e agravada pelo descontrole das contas públicas e por episódios de corrupção. A moralização da administração pública foi uma de suas contribuições decisivas, e nesse sentido agiu até mesmo quando os denunciados desfrutavam da sua intimidade. Não há, em toda a trajetória do político, nenhum fato desabonador de sua conduta.
Considerado excessivamente nacionalista e muitas vezes protagonista de atitudes controversas, como ocorreu quando, governando Minas Gerais, declarou a moratória da dívida do Estado, Itamar chegou a ser ridicularizado, na Presidência, ao defender o retorno do Fusca, preocupado com a produção de um carro popular.
Foi assim, pelo comportamento que muitos associavam à mera teimosia, que marcou sua vida pública como deputado, prefeito, senador e presidente – sempre em defesa dos interesses coletivos. Itamar Franco deve ser exaltado como uma referência ética não só para os políticos, mas também para o país.
Todos os adjetivos que, pela repetição, procuravam desqualificar o ex-presidente Itamar Franco contam ainda mais a seu favor, quando o mineiro passa a fazer parte da memória política brasileira. O Itamar irascível, teimoso e briguento era exatamente assim pela defesa intransigente que fazia da coerência como homem público. Seus defeitos aparentes eram, na verdade, as virtudes de uma personalidade forte, posta à prova num dos momentos mais difíceis para o país, quando o então vice assumiu a tarefa de completar o mandato de um presidente derrubado pelo Congresso. Em meio a uma crise política e com a renda da população corroída pela inflação crônica, Itamar teve a coragem de encampar um plano proposto por sua equipe econômica, apesar da descrença generalizada, pelas frustrações anteriores, com manobras mágicas capazes de controlar preços e propiciar a retomada do crescimento.
O Brasil que Itamar deixou para o sucessor, o seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, iniciava ali um processo de retomada da confiança interna e da imagem no exterior, atraindo as atenções de instituições e de investidores internacionais. Foi Itamar quem, há 17 anos, inaugurou as bases da estabilidade e reconstruiu a reputação brasileira, abalada pela sucessão de fracassos de planos heterodoxos e agravada pelo descontrole das contas públicas e por episódios de corrupção. A moralização da administração pública foi uma de suas contribuições decisivas, e nesse sentido agiu até mesmo quando os denunciados desfrutavam da sua intimidade. Não há, em toda a trajetória do político, nenhum fato desabonador de sua conduta.
Considerado excessivamente nacionalista e muitas vezes protagonista de atitudes controversas, como ocorreu quando, governando Minas Gerais, declarou a moratória da dívida do Estado, Itamar chegou a ser ridicularizado, na Presidência, ao defender o retorno do Fusca, preocupado com a produção de um carro popular.
Foi assim, pelo comportamento que muitos associavam à mera teimosia, que marcou sua vida pública como deputado, prefeito, senador e presidente – sempre em defesa dos interesses coletivos. Itamar Franco deve ser exaltado como uma referência ética não só para os políticos, mas também para o país.

Segmento em alta

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Um novo recorde foi batido. A indústria automobilística encerra o primeiro semestre desde ano com vendas de 1,737 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus, volume considerado acima do esperado para o período e 10% maior em relação aos seis primeiros meses de 2010. O mês que terminou foi o melhor junho da história. A previsão é que o ano feche com 3,6 milhões de veículos emplacados: 5% a mais que em 2010.
Se pararamos para analisar o cenário temos a seguinte constatação: o governo cortou os incentivos, o IPI voltou a subir, mudaram as regras do crédito, mas o aumento na renda do brasileiro e o desejo de andar de carro novo fizeram a venda de veículos no primeiro semestre batesse recorde de novo.
Segundo especialistas do setor, as medidas de contenção ao crédito adotadas pelo governo a partir de dezembro afetaram alguns segmentos - como o de modelos populares -, a inadimplência cresceu, mas a demanda por carros novos manteve-se forte no primeiro semestre, puxada principalmente pela elevação da renda e manutenção de empregos.
Segundo dados do mercado, só no mês passado foram licenciados 304,4 mil veículos, 15,8% a mais que no mesmo mês do ano passado, mas 4,46% abaixo de maio, até agora o melhor mês do ano, com 318,5 mil veículos comercializados. Boa parte das vendas foi feita a frotistas, que conseguem preços especiais.
A continuidade do ritmo de crescimento é ameaçada apenas pela inadimplência. Em alta desde janeiro, o índice de atrasos nos pagamentos acima de 90 dias estava em 3,3% dos contratos em abril. Como não houve queda da renda e nem aumento do desemprego, pode ser um sinal de esgotamento do crédito.
Para alguns fabricantes, a desaceleração deve ser mais acentuado no segmento de automóveis, mais dependente do crédito privado, que está mais caro. O segmento de caminhões e ônibus tende a seguir crescendo. Na semana passada, a Mercedes-Benz anunciou a criação de um terceiro turno de trabalho na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, e a contratação de 950 funcionários. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva de 65 mil para 75 mil a 80 mil veículos.
Um novo recorde foi batido. A indústria automobilística encerra o primeiro semestre desde ano com vendas de 1,737 milhão de veículos, incluindo caminhões e ônibus, volume considerado acima do esperado para o período e 10% maior em relação aos seis primeiros meses de 2010. O mês que terminou foi o melhor junho da história. A previsão é que o ano feche com 3,6 milhões de veículos emplacados: 5% a mais que em 2010.
Se pararamos para analisar o cenário temos a seguinte constatação: o governo cortou os incentivos, o IPI voltou a subir, mudaram as regras do crédito, mas o aumento na renda do brasileiro e o desejo de andar de carro novo fizeram a venda de veículos no primeiro semestre batesse recorde de novo.
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Segundo dados do mercado, só no mês passado foram licenciados 304,4 mil veículos, 15,8% a mais que no mesmo mês do ano passado, mas 4,46% abaixo de maio, até agora o melhor mês do ano, com 318,5 mil veículos comercializados. Boa parte das vendas foi feita a frotistas, que conseguem preços especiais.
A continuidade do ritmo de crescimento é ameaçada apenas pela inadimplência. Em alta desde janeiro, o índice de atrasos nos pagamentos acima de 90 dias estava em 3,3% dos contratos em abril. Como não houve queda da renda e nem aumento do desemprego, pode ser um sinal de esgotamento do crédito.
Para alguns fabricantes, a desaceleração deve ser mais acentuado no segmento de automóveis, mais dependente do crédito privado, que está mais caro. O segmento de caminhões e ônibus tende a seguir crescendo. Na semana passada, a Mercedes-Benz anunciou a criação de um terceiro turno de trabalho na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, e a contratação de 950 funcionários. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva de 65 mil para 75 mil a 80 mil veículos.

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