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Delcidio diz que MP dos Portos elimina gargalo da logística

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O senador Delcídio do Amaral(PT/MS) avalia como “bastante positiva” a aprovação na noite de quinta-feira, pelo Senado,  da Medida Provisória dos Portos. Para o parlamentar, a MP contribui para acabar com “o gargalo da logística”, um dos principais entraves ao desenvolvimento do país.

“Fizemos um debate profícuo, no qual  governo e oposição colocaram suas posições, os prós e contras do projeto , que é vital para a modernização dos portos. O relator, senador Eduardo Braga (PMDB/AM),  fez um excelente trabalho, às vezes até mal compreendido, mas que chegou a um texto possível e, sem dúvida nenhuma, muito importante para o país, porque ele permite integrar os portos aos demais modais de transporte : aeroportuário, rodoviário e o ferroviário. Com as novas regras criadas pela nova Lei vai ser possível atrair o empresariado, criando parcerias público-privadas para eliminar o maior gargalo do Brasil que é o gargalo logístico, que tira a nossa competitividade e, acima de tudo, prejudica a eficiência da nossa produção”, avalia Delcídio.

As primeiras licitações com base na nova Lei dos Portos devem ser realizadas entre agosto e setembro. Serão 159 áreas nos portos públicos. O texto prevê que os contratos de concessão assinados antes de 1993 poderão ser renovados por até dez anos. Já os que foram assinados depois de 1993 só serão renovados antecipadamente mediante o compromisso de novos investimentos.

 

Os contratos futuros terão prazo de até 25 anos, podendo ser prorrogados por igual período. Nos terminais privados, a contratação de trabalhadores poderá ser feita pela CLT, sem a intermediação do órgão gestor de mão de obra, ligado aos portuários. Os terminais privados poderão movimentar livremente cargas de terceiros, o que abre a possibilidade de concorrência. A autorização de novos terminais privados será feita por chamada pública, e não licitação. As novas concessões dos portos públicos serão feitas pela menor tarifa, e não mais pelo maior preço pago pela outorga.

 

Assim que a Medida Provisória  chegar  ao Palácio do Planalto, a presidente Dilma Roussef terá um prazo de 15 dias úteis para a sanção e posterior publicação no Diário Oficial da União.

Delcidio diz que MP dos Portos elimina gargalo da logística

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O senador Delcídio do Amaral(PT/MS) avalia como “bastante positiva” a aprovação na noite de quinta-feira, pelo Senado,  da Medida Provisória dos Portos. Para o parlamentar, a MP contribui para acabar com “o gargalo da logística”, um dos principais entraves ao desenvolvimento do país.

“Fizemos um debate profícuo, no qual  governo e oposição colocaram suas posições, os prós e contras do projeto , que é vital para a modernização dos portos. O relator, senador Eduardo Braga (PMDB/AM),  fez um excelente trabalho, às vezes até mal compreendido, mas que chegou a um texto possível e, sem dúvida nenhuma, muito importante para o país, porque ele permite integrar os portos aos demais modais de transporte : aeroportuário, rodoviário e o ferroviário. Com as novas regras criadas pela nova Lei vai ser possível atrair o empresariado, criando parcerias público-privadas para eliminar o maior gargalo do Brasil que é o gargalo logístico, que tira a nossa competitividade e, acima de tudo, prejudica a eficiência da nossa produção”, avalia Delcídio.

As primeiras licitações com base na nova Lei dos Portos devem ser realizadas entre agosto e setembro. Serão 159 áreas nos portos públicos. O texto prevê que os contratos de concessão assinados antes de 1993 poderão ser renovados por até dez anos. Já os que foram assinados depois de 1993 só serão renovados antecipadamente mediante o compromisso de novos investimentos.

 

Os contratos futuros terão prazo de até 25 anos, podendo ser prorrogados por igual período. Nos terminais privados, a contratação de trabalhadores poderá ser feita pela CLT, sem a intermediação do órgão gestor de mão de obra, ligado aos portuários. Os terminais privados poderão movimentar livremente cargas de terceiros, o que abre a possibilidade de concorrência. A autorização de novos terminais privados será feita por chamada pública, e não licitação. As novas concessões dos portos públicos serão feitas pela menor tarifa, e não mais pelo maior preço pago pela outorga.

 

Assim que a Medida Provisória  chegar  ao Palácio do Planalto, a presidente Dilma Roussef terá um prazo de 15 dias úteis para a sanção e posterior publicação no Diário Oficial da União.

Câmara finaliza votação da MP dos Portos e texto segue para o Senado

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senadoDepois de quase 24 horas de sessão, a Câmara dos Deputados conseguiu há pouco finalizar a votação da Medida Provisória (MP) 595, a MP dos Portos, que estabelece novas regras para as concessões, arrendamentos e autorizações para instalações portuárias, públicas e privadas. A matéria segue agora para o Senado onde tem que ser votada até a meia-noite para não perder a validade.

A votação do texto-base da matéria ocorreu na madruga de ontem (15), mas devido à obstrução de partidos da oposição parte da base aliada, a votação se arrastou por mais quase 50 horas de debates em quatro dias de votação. Somente a votação da redação final da matéria levou cerca de 7h.

No Senado, a base aliada já tem pronta a estratégia para votar a Medida Provisória ( MP) 595, a MP dos Portos. Às 11 horas, o presidente Renan Calheiros fará a leitura da MP para, em sessão subsequente, colocá-la em votação.

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que ontem (15) as lideranças da base conversaram com a secretária-geral da Mesa Diretora, Cláudia Lyra. O objetivo, segundo ele, foi encontrar no Regimento Interno da Casa os instrumentos legais que permitam a votação da matéria ainda hoje, último dia para que o Parlamento aprove a MP sob risco de o texto perder a validade.

“Não tenha dúvida de que o dia vai ser longo [para votações no Senado. Temos até a meia-noite de hoje para aprovar a MP dos Portos”, ressaltou o líder do governo.

No Senado, explicou Eduardo Braga, os instrumentos regimentais protelatórios para barrar a aprovação de uma MP são bem mais limitados do que na Câmara. O líder do governo acrescentou que qualquer destaque apresentado por um senador, que seja derrotado em plenário, automaticamente inviabiliza outros que tenham o mesmo teor.

Mais um ponto a favor da base aliada é a bancada reduzida dos partidos de oposição, especialmente o DEM que conta com quatro senadores. De qualquer forma, Eduardo Braga destacou que os partidos alinhados com o governo “estão preparados desde ontem” para viabilizar a aprovação do texto da MP dos Portos.

O PP, que considerava preocupante a votação de uma matéria como esta com menos de 24 horas para que os senadores possam apreciá-la, vai ajudar na aprovação da matéria. “[A obstrução feita pelo partido na Câmara serviu para] demonstrar a inconformidade [do PP] com a prática do governo de querer empurrar goela abaixo e de maneira açodada ao Congresso matérias de seu interesse”, disse a senadora Ana Amélia (PP-RS).

Se a base governista já tem sua estratégia pronta de, dentro do Regimento Interno garantir o rito mais rápido de votação da MP, a oposição também está pronta para tentar obstruir ao máximo a tramitação da medida provisória.

“O Senado merece o mínimo de respeito para ter tempo de debater uma MP da importância desta”, tem declarado o líder do DEM, José Agripino (RN). (Agência Brasil)

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